Os Vinhos Brancos da Região Trás-Os-Montes são diferenciados pela mineralidade e equilíbrio no paladar, marcados pelo frescor e complexidade
A Região Vinícola de Trás-Os-Montes localiza-se ao norte do Douro e a nordeste de Portugal e o cultivo de vinhas na região tem origem secular. Pois, na península ibérica, cultiva-se vinhas desde a ocupação dos romanos que ocorreu por volta do ano 218 a.C. E sem dúvida, desde então são elaborados vinhos na região.
A Região é montanhosa com 350 à 650 metros acima do nível do mar, por isso se justifica o nome região Trás-Os-Montes.
Contudo, os verões são quentes e secos e, por outro lado, os invernos registram temperaturas muito baixas que podem chegar a 0ºC. E também, o solo é pobre em nutrientes, composto por xisto e granito com uma pequena área com manchas calcárias de gneisses e de aluvião.
Sobre tudo, a Região vinícola Trás-Os-Montes é dividida em três sub-regiões: Chaves, Valpaços e planalto Mirandês. Estas sub-regiões se estendem ao longo dos vales dos rios que a atravessam.
Assim, pela sub-região de Chaves, correm os afluentes do rio Tâmega, ali as vinhas estão plantadas nas encostas dos pequenos vales. A sub-região de Valdepaços, por sua vez, localiza-se em região de planalto e é rica em recursos hídricos. E por fim, a região do Planalto Mirandês que está na serra do Mogadouro, é o rio Douro que influencia a viticultura por lá.
As uvas cultivadas na Região Trás-Os-Montes são autóctones, a exemplo das outras vinhas nativas cultivadas em outras regiões vitivinícolas de Portugal. Assim, os vinhos elaborados a partir destas variedades, são de características peculiares ao país ibérico.

Então confira, agora, as uvas brancas cultivadas na Região Trás-Os-Montes, que são: Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Síria e o Viosinho. Estas são as castas fazem dos vinhos ali produzidos serem de notável equilíbrio, aromático, frutados e florais, em boca uma sutil e correta acidez. Os vinhos brancos produzidos na Região de Trás-Os-Montes são diferenciados pela mineralidade e equilíbrio no paladar, conferindo-lhes frescor e complexidade.

E também, as uvas tintas mais cultivadas na região. As que se destacam são: Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Trincadeira.
Consequentemente, os vinhos tintos tem cor intensa, consistentes, aromas frutados e se mostram bem estruturados. Por outro lado, o teor alcoólico dos vinhos geralmente é elevado, mas equilibrados com a acidez, o que torna os robustos, muito agradáveis e equilibrados.
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